CONTATO
Institucional

ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA NEUSA MARI PACHECO – CIEP

101 ANOS CONQUISTANDO A LIBERDADE
06/03/1913 A 06/03/2014

Neusa Mari Pacheco

Foi fundada em 06/03/1913, sendo Carlos Wortmann seu primeiro professor, fundador e diretor. Foi denominada como Escola Estadual Isolada.
Este nome permaneceu até 1951, sendo seus diretores:
Carlos Wortmann, Alice Wortmann, Geny Wortmann, Hemínia Wortmann, Aura Wortmann, Martha Wortmann Pacheco.
De março de 1951, pelo Decreto 133/80 a 10/06/1962, chamou-se Escola Municipal Tiradentes, sendo diretora Martha Wortmann Pacheco.
Em 11/07/1962, pelo decreto 13.886, pelo então governador Leonel Brizola, passou a se chamar Grupo Escolar no bairro Canelinha. Em 11/07/1968, decreto 19.100, Grupo Escolar Neusa Mari Pacheco, pelo então governador Walter Paracchi Barcelos.
Pela portaria 21.620, D. O. 05/10/1979, Escola Estadual de 1º Grau Incompleto Neusa Mari Pacheco.
Pela portaria 4307, 08/03/1985, Escola Estadual de 1º Grau Neusa Mari Pacheco.
Pela portaria 08442, 14/07/1988, Escola Estadual de 1º e 2º Graus Neusa mari Pacheco.
Em 1994, Escola Estadual de 1º e 2º Graus Neusa Mari Pacheco – CIEP.
Em 29/05/2000, Escola Estadual de Educação Básica Neusa Mari Pacheco – CIEP.
De 1962 à 1968 foi diretora Corália Schaeffer.
De 1964 à 1967 , Heitor Pedro de Ross.
De 1967 à 1973, Roberto Luiz de Medeiros.
De 1973 à 1976, Ieda dos Santos.
De 1976 à 1983, Sandra Henck.
De 1983 à 1988, Haidê Maria Gil.
De 1988 à 1998, Constantino Orsolin.
De 1999 à 2001, Rosana de Azevedo e Souza.
De 2002 à 2008, Constantino Orsolin.
De 2009 à Outubro de 2012, Vera Rosane Silveira Morais
De Novembro à Dezembro de 2012, Sandra Schafer da Silva
2013, Marcio Gallas Boelter

Há 100 anos, exatamente no dia 6 de março de 1913, pelo decreto 1442, nascia uma pequenina escola em Canela , RS, no Bairro Canelinha. Não tinha um local próprio; mas um profeta da educação cedeu a sua casa. Não tinha material próprio; mas um idealista da educação cedeu os móveis. Nada tinha de próprio, mas tinha tudo de um apaixonado educador. Nem tinha nome próprio; mas era a escola do Casarão dos Wortmann, a escola do Bairro Canelinha, a escola do Carlos Wortmann. Se foi chamada de Escola Estadual Isolada, de Escola Municipal Tiradentes, de Escola Neusa Mari Pacheco, isto não importa; o que importa é a paixão, o idealismo, o profetismo dos educadores, pais, alunos, colaboradores e funcionários que fizeram os 100 anos de história desta Escola.
Por ser a escola mais antiga e a maior escola do Município de Canela, só por isto, já merece todo o nosso respeito e admiração.Contudo, o maior respeito  e estima que deve ser devotado é pela angústia e inquietação permanentes e pela busca constante da liberdade. Esta sim é a marca, o selo, o distintivo principal da Escola. E a liberdade é um misto de planejamento, aventura, organização, paixão, avaliação, amor, dedicação, participação. E o ser humano, por ser coletivo, só alcança seus objetivos mais abrangentes, quando todos doarem um pouco de si. E o que menos faltou e falta nesta trajetória de 100 anos é a participação de todos os segmentos que edificam uma Escola (pais, alunos, professores, funcionários e colaboradores).
Nos anos 70, o Bairro Canelinha foi ocupado por um grande número de famílias oriundas, em geral, das grandes fazendas de São Francisco de Paula, Bom Jesus, Cambará do Sul, São Joaquim (SC) e do próprio interior do município de Canela. Famílias constituídas, na sua maioria, por pessoas analfabetas e semi-analfabetas. Famílias que conseguiram comprar pequenos lotes neste Bairro através de recibos (as terras nunca foram inventariadas) por baixo custo, haja vista que o Bairro já sofria uma grande discriminação do resto da cidade. Estas famílias foram preenchendo seus pequenos lotes com sub-habitações para abrigar parentes e amigos. Isto demonstrou, por um lado, a fraternidade das relações humanas, mas também o desencadeamento de uma série de fatos negativos próprios, quando acontece o favelamento do ser humano.
O Bairro não possuía a mínima infra-estrutura para atender a esta população de mais de 4.500 habitantes (hoje calculada em 10.000 habitantes).
A partir de 1979, foi iniciado o trabalho de transformação social deste Bairro, para sanear a falta de água, luz, ruas, creches, posto de saúde... e elevar a auto-estima desta Comunidade através da religiosidade e do resgate da cultura popular (dança, canto, música, teatro, cultos...) e ocupação da terceira idade, através de reuniões, passeios, bailes, cultos e, de modo muito particular, das crianças e adolescentes.
Com relação às crianças e adolescentes, a grande iniciativa foi a de ocupá-las no turno inverso ao turno da Escola com atividades educativas (teatro, canto, banda, invernada artística, recuperação de crianças com deficiências no aspecto cognitivo...) e ações produtivas e profissionalizantes centralizadas na Escolinha Dom Bosco(produção de cartelas, colocação de rebites, curso de tricô, crochê, datilografia, corte e costura, tecelagem, hortas caseiras e escolar...
Concomitante a isto, a população foi organizada em grupos de reflexão e ação para buscar o saneamento das deficiências de infra-estrutura, onde foram obtidas as seguintes conquistas: abertura de ruas, regulamentação dos lotes, melhoria das casas, luz, água, iluminação pública, creche, posto de saúde, profissionalização dos jovens e adultos.
Portanto, todas estas ações visaram valorizar a criança, o adolescente, o adulto e a terceira idade.
Até então (pelo grande número de empregos existentes nesta época) a expressão TRABALHAR era o forte neste Bairro. Não passava pelas cabeças dos pais a visualização futura da importância da educação escolar. Mas, após observarem que estava havendo um estancamento do envio de crianças e adolescentes para a FEBEM e tendo a sua cultura respeitada e valorizada, os mesmos, depois de várias plenárias e assembléias, começaram a pensar que Escola eles gostariam de construir para seus filhos.
Daí por diante os pais adotaram a Escola existente no Bairro e nela começaram a participar de forma surpreendente. Participar na discussão e na concretização de cada ação. Os pais encontraram, para sua surpresa, uma direção e um corpo docente extremamente abertos e acolhedores a estas iniciativas da comunidade.
Portanto, são anos de interações entre a Escola e a Comunidade para que, lentamente, fosse construída toda uma proposta educativa própria, diferente, participativa, democrática, coletiva, onde a mesma pudesse oferecer atos educativos que promovessem o desenvolvimento integral do aluno, a cidadania e a preparação para o mundo do trabalho. Baseados em Paulo Freire “Não há mudança sem sonho e não há sonho sem esperanças”, a Comunidade escolar construiu, ao longo destes anos, sua filosofia educacional: “É PRECISO SONHAR; NO SONHO PROJETAR; NO PROJETO REALIZAR E DAR CONTINUIDADE.
O resultado de todo este extenso e libertador trabalho é o da diminuição drástica da repetência e da evasão escolar, do não envio de crianças para a FEBEM e a formação de uma geração crítica, autoconfiante, sujeita de sua própria história e não objeto ou massa de manobra.

CARLOS WORTMANN

FUNDADOR DA ESCOLA

Neusa Mari Pacheco

Carlos Theodoro Augusto Wortmann nasceu em São Leopoldo, em 22/11/1873 e faleceu em 25/02/1950, em Canela, de parada cardíaca. Filho de Júlio Wortmann e Amália Wortmann, ambos naturais da Alemanha. Casou-se com Francisca Soares, em 11/10/1895, em Hamburgo Velho. Formou-se na Escola Normal de Porto Alegre, em 1892, com 19 anos de idade.
Iniciou sua carreira de professor, em 08/03/1893, na Linha Padre Estevão, em São Leopoldo. Fundador da Escola do Canelinha, em 06/03/1913 e primeiro professor de Canela. Foi professor, inspetor, diretor, orador, escrivão, fazendeiro, jornalista, industrial.
Foi um dos primeiros moradores de Canela. Tinha um irmão e duas irmãs. É pai de dezoito filhos: Eugênio, Hermínia, Marta Vitalina, Adalberto, Felisberto, Geny, Armando, Aura, Alice, Eulina, Marta, Olavo, Ondina, Sueli, Jorge, Lauro, Renato, Armindo (adotivo). Sua religião era a Protestante.

Neusa Mari Pacheco

Neusa Mari Pacheco


O PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO

Neusa Mari Pacheco

Em 08/03/1893, assumiu a aula do sexo masculino em Linha Padre Estevão, em São Leopoldo. Em 07/05/1894 - Campo Bom. Em 08/01/1895, Estação Novo Hamburgo. Em 10/01/1886, Faxinal, São Francisco de Paula de Cima da Serra. Em 20/05/1898, São Francisco de Paula de Cima da Serra. Em 16/05/1903, decretado avulso no magistério (a pedido). Em 25/02/1908, Vila de Torres, aula do sexo masculino. Em 18/06/1908 - Saiqui - Canela, município de Taquara. Em 06/03/1913 - Canela, no Bairro Canelinha. Em 06/10/1915, Colégio Elementar São Borja Em 11/04/1925 - Grupo Escolar Alfredo Chaves. Em 08/03/1927, Pinhal, Taquara. Em 31/12/1934, completou 39 anos, 5 meses e 12 dias de efetivo exercício.

O INSPETOR

Em 1918 - Foi inspetor em Encruzilhada, São José do Patrocínio, São Feliciano, Santa Maria, Cachoeira, Taquara e São Francisco de Paula de Cima da Serra. Em 1919 - São Francisco de Paula. São Marcos, Taquara, Gramado, Montenegro e São Sebastião do Caí. Em 1920 - Municípios da região serrana. Entrou em LS e LP. Em 1921 - Alfredo Chaves, Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul. Em 1922 - Lagoa Vermelha, Vacaria, Bom Jesus, São Francisco de Paula. Em 1926 - Alfredo Chaves, António Prado, Conceição do Arroio e Santo António da Patrulha. Foi inspetor de 02/06/1917 a 16/11/1926. Inspecionava as Escolas Federais, Estaduais, Subvencionadas e Particulares. 

O EDUCADOR

Primeiro professor de Canela, fundador da Escola Estadual Isolada do Canelinha, em 06/03/1913, pelo decreto 1442.
Durante a aula tocava violino, fazia teatro, valorizava a hora cívica, recapitulava a aula no final do expediente, exigia cópia e caligrafia, contava histórias, gostava que os alunos lessem e combatia o racismo. Gostava de escutar os noticiários, de escrever e de ler. Era uma pessoa educada, enérgica, organizada e lutou pela implantação do regime Republicano.
Bonito, simpático, festeiro, acolhedor (acolhia em sua casa carreteiros e viajantes), um humanista (ajudou parentes na Alemanha na época da guerra e aos 14 anos foi a cavalo de Nova Petrópolis a Porto Alegre pegar remédios para uma epidemia de varíola).
Fazia de sua casa uma espécie de centro comunitário. Ali eram realizados os casamentos e batizados católicos. Gostava de suas plantações e de seus pomares. Registrava os fatos em fotos. Valorizava o Natal e a Páscoa. Orador de primeira grandeza. Em 1930, foi orador na inauguração por Getúlio Vargas da Usina da Toca.

NEUSA MARI PACHECO

PATRONA

Neusa Mari Pacheco

Neusa Mari Pacheco nasceu em 15/11/1932, neta de Carlos Wortmann. Filha de Homero Soares Pacheco e Geni Wortmann Pacheco. Casou com Theodolino Manique Filho em 30/01/1961. Gerou uma filha, Silvana Pacheco Manique. Faleceu por parada cardíaca em 19/09/1966.
Na maior parte de sua vida foi criada e educada por sua tia Ondina Wortmann Soares. Mulher trabalhadora, querida, bondosa, bonita e meiga. Iniciou o curso primário, em Canela, em 1939, concluindo-o em Porto Alegre com 11 anos. Cursou o Ginásio no Colégio Americano de Porto Alegre. E concluído em 1947. Em 1951 concluiu o Curso Científico. Freqüentou o Curso Normal Regional, no Colégio Normal José de Alencar em São Francisco de Paula, formando-se em 1955. Ingressou no magistério estadual em 1952, como contratada, no Grupo Escolar da Recosta, em São Francisco de Paula. Em 1955, lecionou no Grupo Escolar Monsenhor Armando Teixeira, em São Francisco de Paula. De 01/03/1966 até 19/09/1966 lecionou no Grupo Escolar no Bairro Canelinha.

ESCOLINHA DOM BOSCO

INÍCIO DO TURNO INTEGRAL

Neusa Mari Pacheco

A escolinha Dom Bosco nasceu motivada pelo elevado número de crianças que anualmente o bairro enviava para a FEBEM.
Teve como objetivo ocupar a criança, o dia todo, incutir na mesma o amor ao trabalho, um pequeno início para profissionalização e evitar a evasão escolar.
Foi fundada em 01/10/1984, na Capela Nossa Senhora do Carmo, bairro Canelinha, Canela.

Neusa Mari Pacheco

Neusa Mari Pacheco


As entidades fundadoras foram:
- Paróquia Nossa Senhora de Lourdes;
- Associação dos Moradores do Bairro Canelinha;
- Escola Estadual de 1º e 2º Graus Neusa Mari Pacheco;
- Metalúrgica Canelense, hoje METALCAN S.A.

Estiveram presentes para este ato tão importante as seguintes pessoas: Pe. Américo Cemim, Benito Urbani, José Carlos Secco, Vanderlei Rigotto, Constantino Orsolin, Ogobar Camargo dos Santos, Rudá Rodrigues dos Santos e as seguintes crianças: Jarí Dilamar da Silva Santos, Ricardo Moraes Teixeira, Paulo Sérgio Cletes de Moraes, Fátima Biazin, Nadir da Silva, César Moraes Teixeira, Deotilia Rosane da Silva, Joessi Teresinha da Silva, Cristiana Santos de Oliveira, Gilnei Abel da Silva Santos, Cláudio Dolizete Macedo Pereira, Nair Terezinha Port, Vilmar da Silva Santos, Leandro Farofa, Maria Seloni de Souza.
Desde esta data, até o início de 1992, foi monitor e grande educador emérito o senhor Rudá Rodrigues dos Santos, assumindo no seu lugar o senhor José Eroni Pinto de Quadros.
Em 1985 a escolinha começou a funcionar no barracão da Capela Nossa Senhora do Carmo.
No início de 1987, funcionou na sede da Associação dos Moradores do Bairro Canelinha.
No fim de 1988, a Escolinha iniciou suas atividades no prédio próprio, construído pela Associação dos Moradores do Bairro Canelinha, com a ajuda da comunidade canelense.
Passaram pela escolinha mais de 1000 crianças, sendo que somente duas não corresponderam aos objetivos da mesma. Evitou a marginalização e a evasão escolar e também as crianças se prepararam para o mundo do trabalho.
A empresa METALCAN S.A. fornecia merenda diária e as crianças trabalhavam 4 horas por dia e, no outro turno, freqüentavam a escola.
Ali foram produzidos estojos, cartelas e rebites em facas, garfos e colheres.
O último monitor foi Osvaldo Leite.No final de 1997, a Escolinha Dom Bosco encerrou suas atividades, tendo em vista que a Escola conseguiu erguer um projeto mais amplo e pleno para complementar a educação de seus alunos. Portanto, o turno integral da Escola não foi forjado do nada. Brotou da luta, dos anseios e da prática da comunidade do Bairro Canelinha que tanto se empenha para solucionar seus problemas.
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